Na Sala de Aula - Efeito Estufa
Algumas Conclusões do IPCC sobre o
Conhecimento das Mudanças Climáticas
Aqui estão descritas algumas das principais conclusões do sumário para
os decisores, trabalho desenvolvido pelo grupo de trabalho I do IPCC(Intergovernmental Panel on Climate Change - Painel
Intergovernamental sobre Mudanças do Clima).(IPCC, 1995)
A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera continuará crescendo:
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O aumento das concentrações de gases de efeito estufa desde
a época pré-industrial levou a um forçamento radiativo do clima, fazendo com
que o clima de um modo geral se aqueça e produza outras alterações climáticas.
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A concentração de CO2 aumentou 30%, o metano (CH4)
145% e o óxido nitroso (N2O) 15% até 1992.
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Se as emissões de dióxido de carbono mantiverem-se no nível
de 1994 e mantendo-se a uma taxa constante de crescimento deverá dobrar o nível
de concentração do gás na atmosfera , chegando ao patamar de 500 ppmv no fim do
século 21.
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A estabilização das concentrações de CH4 e N2O
aos níveis atuais implicariam em reduções das emissões antropogênicas de 8% no
caso do CH4 e mais do que 50% no caso do N2O.
Os aerossóis troposféricos
tendem a produzir efeitos negativos de forçamento radiativo:
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O aerossol
troposférico (partículas microscópicas de poeira) resultantes da combustão de combustíveis fósseis, queima
da biomassa e outras fontes estão levando a um efeito negativo da radiação em
torno de 0,5 W/m2, em média global, e com possibilidades de estar
gerando o mesmo efeito negativo indireto na mesma ordem de magnitude.
O clima tem mudado no último século
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A
temperatura média do ar na superfície terrestre aumentou entre 0,3 a 0,6o
C desde meados do século 19. Os anos
mais recentes tem sido mais quentes desde 1860, desde o período que empregou-se
o registro instrumental, mesmo considerando o efeito de esfriamento provocado
pela erupção do vulcão Pinatubo em 1991.
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Os dados
até agora disponíveis são inadequados para determinar a magnitude das mudanças
globais ou mesmo quantificar quanto eventos extremos ocorreram ao longo do
século 20. Na escala regional, existe a clara evidência de que há mudanças e
existem alguns indicadores da variabilidade climática ( por exemplo a
constatação do aumento da precipitação em algumas regiões do mundo).
O balanço das evidências
sugere a indiscutível influência humana sobre o clima global:
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Desde o
relatório do IPCC de 1990, considerável progresso foi realizado na distinção
das influências naturais e antropogênicas sobre o clima. Este progresso foi
alcançado ao se incluir o efeito dos aerossóis aos gases de efeito estufa,
tornando mais realística as estimativas das alterações induzidas pelo homem no
padrão da mudança climática.
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Uma
conclusão importante relacionado à atribuição do componente antropogênico é que
o conhecimento atual para quantificar a influência humana sobre o clima global
é limitado, visto que é limitada a capacidade de distinção entre os sinais
destas mudanças e a própria variabilidade natural do clima e existem incertezas
em alguns fatores chaves. Incluem-se aí o padrão e a magnitude da variabilidade
natural de longo prazo e a questão do tempo de resposta do forçamento radiativo
dos gases associado às mudanças de concentração dos gases de efeito estufa e de
aerossóis, associados à mudanças de uso do solo. Porém, é indiscutível que o
componente antropogênico vem alterando a variação do clima do planeta.
Espera-se que clima continue mudando ao longo do próximo século
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O IPCC
desenvolveu uma série de cenários em 1992 (de a até f), sobre as emissões
futuras de gases de efeito estufa e de aerossóis, baseado em projeções do
crescimento populacional e econômico, mudanças no uso do solo, mudanças
tecnológicas e disponibilidade de energia durante o período de 1990 a 2100.
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Através do
conhecimento do ciclo global do carbono e da química da atmosfera, foram
projetadas as concentrações de gases de efeito estufa, de aerossóis e a
perturbação do forçamento radiativo natural. Modelos climatológicos foram
usados para desenvolver estas projeções do clima futuro.
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O aumento
do realismo das simulações do clima passado e do atual, através do acoplamento
de modelos de interação entre o oceano e a atmosfera estão conferindo maior
confiabilidade para estas projeções.
Ainda existem muitas incertezas
Vários fatores limitam a habilidade para projetar e detectar futuras
mudanças do clima. Em particular, para reduzir estas incertezas é necessário:
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Estimativa
das futuras emissões de carbono e do ciclo bio-geoquímico (incluindo fontes e
sumidouros) de gases de efeito estufa, aerossóis, precursores e a projeção das
futuras concentrações e propriedades radiativas dos gases.
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Representação
dos processos climáticos em modelos incluindo a retroalimentação das nuvens, oceanos, geleiras e
vegetação de forma a melhorar as projeções das taxas e dos padrões regionais de
mudança do clima.
- Coleta sistemática de
longo prazo, empregando-se instrumentação e observações variáveis do sistema
climático (entrada e saída de radiação solar, balanço de energia na atmosfera,
ciclos hidrológicos, características dos oceanos e mudanças nos ecossistemas)
com o objetivo de testar os modelos de variabilidade temporal e regional do
clima.(Fonte:Ministério da Ciência e Tecnologia)