SALA DE AULA - EFEITO ESTUFA
14. Algumas Conclusões do IPCC sobre o Conhecimento das Mudanças Climáticas
Aqui estão descritas algumas das principais conclusões do sumário para os decisores, trabalho desenvolvido pelo grupo de trabalho I do IPCC(Intergovernmental Panel on Climate Change - Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima).(IPCC, 1995)
A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera continuará crescendo:
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O aumento das concentrações de gases de efeito estufa desde a época pré-industrial levou a um forçamento radiativo do clima, fazendo com que o clima de um modo geral se aqueça e produza outras alterações climáticas.
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A concentração de CO2 aumentou 30%, o metano (CH4) 145% e o óxido nitroso (N2O) 15% até 1992.
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Se as emissões de dióxido de carbono mantiverem-se no nível de 1994 e mantendo-se a uma taxa constante de crescimento deverá dobrar o nível de concentração do gás na atmosfera , chegando ao patamar de 500 ppmv no fim do século 21.
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A estabilização das concentrações de CH4 e N2O aos níveis atuais implicariam em reduções das emissões antropogênicas de 8% no caso do CH4 e mais do que 50% no caso do N2O.
Os aerossóis troposféricos tendem a produzir efeitos negativos de forçamento radiativo:
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O aerossol troposférico (partículas microscópicas de poeira) resultantes da combustão de combustíveis fósseis, queima da biomassa e outras fontes estão levando a um efeito negativo da radiação em torno de 0,5 W/m2, em média global, e com possibilidades de estar gerando o mesmo efeito negativo indireto na mesma ordem de magnitude.
O clima tem mudado no último século
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A temperatura média do ar na superfície terrestre aumentou entre 0,3 a 0,6o C desde meados do século 19. Os anos mais recentes tem sido mais quentes desde 1860, desde o período que empregou-se o registro instrumental, mesmo considerando o efeito de esfriamento provocado pela erupção do vulcão Pinatubo em 1991.
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Os dados até agora disponíveis são inadequados para determinar a magnitude das mudanças globais ou mesmo quantificar quanto eventos extremos ocorreram ao longo do século 20. Na escala regional, existe a clara evidência de que há mudanças e existem alguns indicadores da variabilidade climática ( por exemplo a constatação do aumento da precipitação em algumas regiões do mundo).
O balanço das evidências sugere a indiscutível influência humana sobre o clima global:
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Desde o relatório do IPCC de 1990, considerável progresso foi realizado na distinção das influências naturais e antropogênicas sobre o clima. Este progresso foi alcançado ao se incluir o efeito dos aerossóis aos gases de efeito estufa, tornando mais realística as estimativas das alterações induzidas pelo homem no padrão da mudança climática.
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Uma conclusão importante relacionado à atribuição do componente antropogênico é que o conhecimento atual para quantificar a influência humana sobre o clima global é limitado, visto que é limitada a capacidade de distinção entre os sinais destas mudanças e a própria variabilidade natural do clima e existem incertezas em alguns fatores chaves. Incluem-se aí o padrão e a magnitude da variabilidade natural de longo prazo e a questão do tempo de resposta do forçamento radiativo dos gases associado às mudanças de concentração dos gases de efeito estufa e de aerossóis, associados à mudanças de uso do solo. Porém, é indiscutível que o componente antropogênico vem alterando a variação do clima do planeta.
Espera-se que clima continue mudando ao longo do próximo século
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O IPCC desenvolveu uma série de cenários em 1992 (de a até f), sobre as emissões futuras de gases de efeito estufa e de aerossóis, baseado em projeções do crescimento populacional e econômico, mudanças no uso do solo, mudanças tecnológicas e disponibilidade de energia durante o período de 1990 a 2100.
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Através do conhecimento do ciclo global do carbono e da química da atmosfera, foram projetadas as concentrações de gases de efeito estufa, de aerossóis e a perturbação do forçamento radiativo natural. Modelos climatológicos foram usados para desenvolver estas projeções do clima futuro.
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O aumento do realismo das simulações do clima passado e do atual, através do acoplamento de modelos de interação entre o oceano e a atmosfera estão conferindo maior confiabilidade para estas projeções.
Ainda existem muitas incertezas
Vários fatores limitam a habilidade para projetar e detectar futuras mudanças do clima. Em particular, para reduzir estas incertezas é necessário:
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Estimativa das futuras emissões de carbono e do ciclo bio-geoquímico (incluindo fontes e sumidouros) de gases de efeito estufa, aerossóis, precursores e a projeção das futuras concentrações e propriedades radiativas dos gases.
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Representação dos processos climáticos em modelos incluindo a retroalimentação das nuvens, oceanos, geleiras e vegetação de forma a melhorar as projeções das taxas e dos padrões regionais de mudança do clima.
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Coleta sistemática de longo prazo, empregando-se instrumentação e observações variáveis do sistema climático (entrada e saída de radiação solar, balanço de energia na atmosfera, ciclos hidrológicos, características dos oceanos e mudanças nos ecossistemas) com o objetivo de testar os modelos de variabilidade temporal e regional do clima.Fonte:Ministério da Ciência e Tecnologia
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1. Aspectos Gerais do Problema
2. A Atmosfera
3. O Mecanismo do Efeito Estufa
4. O Efeito Estufa Natural
5. Gases Estufa
6. Os Gases Estufa e Seus Efeitos Isolantes
7. Principais Gases e Fontes Responsáveis
8. Previsões do Aumento da Concentração de CO2 na Atmosfera
9. Mudanças Globais
10. Alterações Climáticas
11. Elevações dos Mares
12. Ameaça às plantas e Animais
13. Vida Selvagem
14. Algumas Conclusões de IPCC Sobre o Conhecimento das Mudanças Climáticas
15. O que o Mundo está Fazendo?
16. O que o Brasil está Fazendo?
17. O Efeito Estufa em Vênus
18. Mude seus Hábitos de Vida
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